http://www.ubpi.blogger.com.br Edinho: cada vez mais bonito, rico e mentiroso! 2004

Eterno Dodói da Cabeça


Relatos de um cara chato que não tem nada pra fazer e que fica escrevendo um monte de besteira que daqui a pouco você já vai ter esquecido! Moro em São Carlos / SP e tenho 17 anos! Após um longo período de isolamento intelectual, um Dodói da Cabeça reassume o poder nesse antro de sacanagem! Fiquem a vontade ( se é que me entendem ) !

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Corto grama, limpo terrenos, assento pisos, reboco paredes, animo festas da terceira idade ( dança sensual ), cuido de crianças e atendo sexualmente o público feminino.
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aaTerça-feira, Junho 29, 2004 a

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Teatro de Vampiros


No começo havia luz, as vozes roucas e os gritos excitados da multidão ecoavam pelo salão, mesmo depois de se aconchegarem sobre seus trapos nas cadeiras toscas do teatro.

Logo a escuridão os invadiu e ainda assim se ouvia um ruído inteligível aqui e ali. De repente holofotes vermelhos se acenderam e revelaram um palco estranhamente luminoso, todas as atenções se voltaram para ele e sem que percebessem o mundo em volta desapareceu, permanecendo apenas um facho rubro luxuoso. Nesse momento o silêncio reinava, suserano, absoluto.

Não demorou e uma mulher gorda despontou no palco, sorridente, desesperada, vestia um tom rosa claro, recitava poemas alegres, exibia seus risos histéricos, mas não conseguia esconder os olhos inchados pelo choro.

Um homem elegante entrou em cena, nervoso, suado, olhando atento para os lados. Então, um indicador surgiu no canto da última cortina e o homem, polido, seguiu-o obediente e relaxado. Seus olhos brilharam ao reparar a casa cheia, manteve-se sério.

O limitado palco se enchia gradativamente e cada novo personagem se entregava às representações hiperbólicas procurando nas faces repugnantes a fama da célebre peça.

Naquele espetáculo as gargalhadas logo se quebravam em aflição acompanhada por lágrimas solitárias, a multidão agora entediada queria fugir mas não podia interferir. Assim o show continuava, parecendo não ter fim.

Quando o teatro finalmente explodiu em palmas o diretor ainda contava o dinheiro, os atores aliviaram-se e a multidão voltou satisfeita para os seus respectivos barracos.

postado por Bicho-de-Pé |

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